domingo, 12 de setembro de 2010

Adeus



Adeus.
Estou indo embora. tentei por algum tempo, esconder e talvez proteger o resto de sensibilidade que em mim existia em algum lugar. lugar esse que algum dia se abriu. abriu para a felicidade, abriu para as brincadeiras. abriu para a melhor e mais ingrata coisa que pode existir. Amor. meu amor. simples amor. merda de amor. amor que um dia eu senti. tanto faz. como pode. um único sentimento. que hoje faz com que a sua respiração acelere, que os olhos brilhem . mas amanhã, como se nada mais tivesse existido, simplesmente faz com que toda a sua existência no momento seja reduzida a lágrimas. lágrimas. simplesmente saem e nem te perguntam se você que que elas saiam. e como numa imposição, tiram sua fala, tiram seu raciocínio e com ela vai toda a sua felicidade.como pode, lágrimas, simples líquido em temperatura ambiente queimar e doer tão profundamente? Como uma mente tão lógica se descontrola e deixa com que eu me machuque? Não faz isso comigo mente má, amor, não chegue mais perto. Não dá mais. para dores físicas temos os remédios, e para essa dor? o que será que cura? dói por dentro, dói intensamente, incessantemente, e não para. não para. não para. não para. PARA!. não para. eu não consigo fazer parar.e agora? fecha a porta, feche as janelas. se feche. feche. não abra mais. sua fraca. não abra mais essa porta. não deixa mais ninguém entrar. por favor. E uma vez aqui sozinho, eu estarei, enrijecido. frio. quem sabe isso faça parar. quem sabe passe. quem sabe a dor não vá embora. não quero mais. dor, me deixe.Mente, me abandone. calcule, cuide de números, cuide de coisas, cuide de cavalos, esqueça que eu existo. não estou mais aqui, será que você consegue? não... você já tentou, até que estava dando certo, mas enfim, você abriu a porta e deixou o malvado do amor entrar. não dá mais. não é algo no qual eu possa lidar. Não é algo que eu queira suportar. Estou indo embora, levanto tudo que me pertence.Tome a chave. abra se quiser, mas não estarei mais aí. Se é que ainda resta algo, alguma sensibilidade. Tomara que o amor não me siga. que ele encontre uma pessoa mais forte e menos covarde. Quem sabe um dia eu volte. Quem sabe um dia o amor me traga de de volta. Ou não.

Estou indo embora. Adeus.
Ass: Coração.

4 comentários:

Felipe on 12 de setembro de 2010 09:59 disse...

Nada a dizer sobre isso. Porque você disse tudo..

Pedro Tenório on 12 de setembro de 2010 10:18 disse...

disse tudo .2

Beatriz Rossi on 12 de setembro de 2010 14:49 disse...

chorei / me identifiquei. Disse tudo [3]

O Variado on 12 de setembro de 2010 19:03 disse...

Confesso que quase me emocionei, mas emoção é para os fracos. Boa sorte nessa nova fase da sua vida. Como certa vez você me disse, "Bem vinda ao clube"

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